quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Gabriel Garcia Marques


"Era ela. Estava mais alta que ao partir, mais perfilada e intensa, e com a beleza depurada por um domínio de pessoa mais velha. Seguiu-a sem se deixar ver, descobrindo os gestos cotidianos, a graça, a maturidade prematura do ser que mais amava no mundo, e que via pela primeira vez em seu estado natural. Assombrou-o a fluidez com que abria caminho na multidão. Ela navegava na desordem da rua num espaço seu e num tempo diferente, sem esbarrar em ninguém."